segunda-feira, 19 de março de 2012

Entrevista - Agendor

Dentre os muito tipos de negócios online, um dos que mais vemos por aí são CRM’s, contudo cada um procura ter um diferencial e alguns nem se preocupam com isso. A minha última conversa foi com Gustavo Paulillo, um dos fundadores do Agendor, CRM online gratuito, e falamos muito sobre como está sendo este caminho que ele está trilhando pela primeira vez.


Início do negócio

Como muitos negócios de sucesso, o Agendor partiu de uma necessidade interna. Em 2009, Júlio Paulillo trabalhava no desenvolvimento de um software para gerenciamento de clientes para a empresa onde o pai trabalhava, enquanto que paralelamente, o irmão Gustavo vinha atuando no mundo corporativo com grandes aspirações. Entretanto, o desejo de Gustavo era empreender no próprio negócio e estava buscando ideias.

Em meados de 2010, Gustavo percebeu que o trabalho que o irmão estava desenvolvendo, não era apenas um produto, mas uma possibilidade de negócio, então uniram-se para pensar na possibilidade de um empreendimento viável, até que no final de 2010 decidiram tentar levar o possível negócio a frente, mesmo saber ainda como seria o modelo de receita do negócio.

Definindo o modelo de negócio e aprendendo o que significa “pivotar”

Notando que CRM’s que se focam no atendimento de grandes empresas precisam ser muito elaborados e para medias empresas também já começam a ter demandas muito complexas, eles optaram por alcançar o pequeno empresário brasileiro, que geralmente não precisa de sistemas integrados e complexos, mas somente simples customizações

Partindo do público-alvo já definido, os sócios do Agendor ainda precisavam definir como seria cobrado o serviço. Freemium foi o primeiro modelo e talvez o mais óbvio a se começar, disponibilizando ferramentas gratuitas até um limite de usuários, sendo que apos isso entraria num modelo de pagamento mensal.

Contudo, vendo que a taxa de conversão de usuários gratuitos para usuários pagos era muito baixa, não valeria manter este modelo. Em seguida, pensaram que talvez focar as vendas do serviço num nicho mais específico poderia ajudar, entretanto não foi como imaginaram, pois o nicho escolhido não tinha tamanho suficiente e para piorar a situação tinha capacidade de desenvolvimento interno de um CRM. E foi assim, pela segunda vez, no final de 2011, que eles resolveram “pivotar” o modelo de negócio escolhido, trabalhando hoje com o CRM básico inteiramente gratuito e cobrando apenas projetos de customização para os clientes.

Para explicar de uma forma resumida, essa atitude de fazer um pivot, ou “pivotar”, significa mudar a direção do seu projeto, ou seja, testar novas hipóteses para que o projeto fique melhor, mas sem perder as bases do negócio que já havia sido construído. Se perceber que sua idéia está falando, aprenda, corrija e mude a direção.

Daqui para frente o Agendor esta iterando seu produto/serviço com os clientes para saber ou se haverá a necessidade de um novo pivot ou se este modelo já será lucrativo o suficiente para levar o negócio a frente.

Sugestão de livro de empreendedorismo

Se você está desmotivado para empreender, com medo ou dúvidas, a sugestão de leitura que o Gustavo, fundador do Agendor, nos deixou foi do livro: The Big Idea: How to Make Your Entrepreneurial Dreams Come True, From the Aha Moment to Your First Million - A Grande Idéia (versão em português), de Donny Deutsch.

Segundo ele e segundo a minha leitura parcial do livro, este livro é bem estimulante para quem está começando a empreender. A história conta os casos de vários empreendedores, de diversas áreas, que se apresentaram no programa de TV americano “The Big Idea” da CNBC. Ao longo do livro, são apresentadas ferramentas e muitas dicas para os empreendedores que estão começando a ter idéias mas não sabem ou tem medo de estruturá-las.



Espero que tenham gostado, compartilhem conosco suas sugestões para continuarmos melhorando o conteúdo do site.

Um grande abraço!

1 comentários:

Ficou show de bola o artigo, Alex. Aliás, aproveitando a oportunidade, estou lendo a biografia de Jobs e sinceramente, vale a pena comprá-lo só pelos primeiros 10 capítulos (do total 41). É também muito estimulante para quem está começando.

Quem quiser conversar comigo sobre música (rock) ou sobre o Agendor, deixo meu contato: gustavo@agendor.com.br e @gpaulillo.

Grande abraço!

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