segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Pierre Schurmann: Investidor-anjo da Bossa Nova Investimentos

Preparem-se empreendedores e startups, o investidor Pierre Schurmann está de volta!

A economia brasileira começou a ganhar destaque global no ano passado e este ano parece ser o ano do empreendedorismo no Brasil. Muitas startups saindo todo mês e cada uma com uma idéia mais inovadora do que a outra. É isso o que tem atraído investidores estrangeiros para apoiar os empreendedores brasileiros que demonstrem potencial para fazer um negócio inovador e escalável, a maior prova disso foi o Geeks on a Plane que trouxe vários investidores e empreendedores do Vale do Silício e de outros lugares do mundo (e nós estivemos lá!).

Na primeira semana de setembro fui a mais conferir mais uma edição especial do BRNewTech em parceria desta vez com Brazil Innovators e 500Startups, onde empreendedores apresentaram seus projetos para que investidores estrangeiros da 500Startups invistam. Porém não é o único local onde existem investidores, no Brasil também temos. E um dos mais famosos investidores de startups e também empreendedor é Pierre Schurmann, de quem eu tive a honra de assistir uma apresentação no Idéias na Laje e que nos deu uma entrevista exclusiva falando sobre a Bossa Nova Investimentos.

Ele nos contou que a começou a ser mentor quando um empreendedor pediu uma ajuda, desde então gostou muito e resolveu investir seu tempo e dinheiro nessa idéia. Foi aí que surgiu a Bossa Nova Investimentos. A Bossa Nova pretende investir em startups e projetos que já estejam pelo menos em early-stage ou versão beta, historicamente Pierre nos conta que eles investem entre US$50 mil e US$400, obviamente dependendo do segmento e expectativa de retorno. Confira a seguir como foi a entrevista na íntegra:

Startup Diário (SD): O que te motivou a virar um investidor anjo e a criar a Bossa Nova Angels?
Apresentação de Pierre Schurmann no Ideias na Laje.
Pierre Schurmann: A Bossa Nova (que agora se chama Bossa Nova Investimentos) marca minha volta como investidor em startups no Brasil. Quase dez anos depois de ter co-fundado a Ideia.com, incubadora que captou U$7.3MM da Warburg Pincus e investiu em 14 startups em 2004, voltei a olhar o ecosistema de startups há alguns anos. Eu diria que a volta foi quase que por acaso. Estava morando na Bahia há algum tempo, e foi quando um empreendedor me pediu para ser mentor. Comecei, gostei e decidi que iria dedicar meu tempo a ajudar empreendedores. Passado uns meses reencontrei o Martino Bagini (sócio da Astella Investimentos) e decidimos investir na Navegg (startup que fornece serviço de análise de audiência e publicidade personalizada/segmentada). No começo deste ano meu sócio no Experience Club se ofereceu para comprar minha parte e consegui passar a dedicar 100% do meu tempo a olhar novos investimentos. Depois de investir em quatro startups, ficou claro que precisava fazer isso de forma mais estruturada. Assim nasceu a Bossa Nova Anjos, que agora virou Bossa Nova Investimentos.

SD: Em quais tipos de empresa a Bossa Nova pretende investir e porquê?
Pierre Schurmann: Já investimos em oito empresas (cinco já divulgadas). O foco são startups tanto B2B quanto consumer internet que tenham potencial de expandirem além do Brasil. Entendemos que existem grandes mercados que ainda podem ser impactados por novas tecnologias.

SD: Quando / porque os empreendedores deveriam procurar a Bossa Nova?
Pierre Schurmann: Investimos em early-stage, que no nosso ver significa ter pelo menos, um protótipo rodando.

SD: Que buscam em empreendedores/ projetos?
Pierre Schurmann: Buscamos empreendedores que sejam hackers. Gente que quer mudar um segmento... ou o mundo! Idealmente precisamos ver um protótipo, um sumário para os próximos 12 meses e um time com grande capacidade de executar.

SD: Porque você acredita que vale a pena investir em startups no Brasil?
Pierre Schurmann: Porque o Brasil pode ser uma ótima base de lançamento para o restante da América Latina.

SD: Porque você acha que investidores de fora do Brasil começaram a olhar para dentro do nosso país? Ou o que o Brasil tem mostrado que interessa muito para quem investe em startup?
Acredito que investidores estão olhando para o país por uma confluência de fatores macroeconomicos externos e internos. Enquanto as economias mais maduras (Estados Unidos e Europa) têm crescido muito pouco, aqui temos bases para continuar crescendo. Além disso, a Internet no Brasil é uma das que mais crescem no mundo e ainda temos muito espaço para crescer.

Somos gratos ao Pierre e esperamos poder ajudar empreendedores e investidores que lidam com startups, seja mantendo-os bem informados, seja aconselhando-os sobre suas idéias e projetos.


Um abraço!

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