segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Caso Foursquare: Comece um negócio resolvendo um problema, o seu!

Foi assim que Dennis Crowley, fundador do Foursquare, colocou em prática a criação de um dos aplicativos mais famosos do mundo.

Depois de experimentar um aprendizado trabalhando no Google e em outras startups da época, Crowley teve umas idéias, que hoje fundamentam o sucesso do Foursquare e sua inovação de  usabilidade.

Primeiramente, para aqueles que não sabem, o Foursquare trata-se de um aplicativo para smartphones (Iphone, Blackberry, Android), que se utiliza de um sistema de geolocalização indicando para o usuário estabelecimentos na região onde ele se encontra, como restaurantes, bares, hotéis, igrejas, escolas e outros tipos, podendo ainda serem adicionados outros locais pelos próprios usuários (Ex. Casa da Maria). Então, depois de encontrar o estabelecimento onde você se encontra, você faz o chamado "Check in" e registra sua passagem por lá, desta forma ganhando pontos para concorrer com seus amigos e ganhar os famosos badges, que são como distintivos por conquistas atingidas.

O conceito de "Check in" para aplicativos, passou a ser usado por Crowley, quando, depois da bolha da internet em 2001, ele e muitos de seus amigos ficaram desempregados e acabaram se dispersando, passando a não vê-los mais. Então teve a ideia de criar algo para que ele e seus amigos pudessem saber onde cada estava e o que estava fazendo, para que facilitar o encontro entre eles (de uma forma bem nerd/geek eu diria). Daí surgiu uma de suas primeiras startups, a Dodgeball, que em 2005 foi comprada pelo Google.

A geolocalização já estava em seu sangue por já ter trabalhado em outras startups que envolviam este tipo de tecnologia, apesar de inicialmente ainda ser um mercado muito restrito, pois apenas tinham disponível a conexão WAP dos celulares. Depois de vender a Dodgeball, trabalhou ainda numa startup de jogos mobile  chamada Area/Code, foi isso que motivou a Dennis Crowley inserir conceitos de jogos em suas idéias, como pontos e objetivos.

Mas a inovação seria trazida pelo Foursquare, que foi um aperfeiçoamento e continuação da antiga Dodgeball. Anos depois com o aplicativo rodando foi que deram origem ao conceito de badges, que são as medalhas ou troféus em reconhecimento por metas atingidas, desta forma, dando ao aplicativo uma característica de game e saindo da monotonia de check in estático.

Quando Dennis Crowley criou o Foursquare não esperava revolucionar o mundo, mas sim proporcionar as pessoas uma nova forma de interagir, baseado em problemas reais, os dele mesmo. Ele viu outras startups antes dele fazerem coisas parecidas mas tinha o desejo de melhorar e conceder algo melhor ao mercado, assim ele pode se realizar.

Hoje o Foursquare já passa os 10 milhões de usuários e é um sucesso mundialmente (confira essa matéria, em inglês, com infográficos muito interessantes), com mais de 3 milhões de checkins diariamente. Tudo graças a uma necessidade que ele queria suprir. Sendo assim, fica como dica uma frase de uma entrevista concedida por Dennis Crowley sobre o sucesso do aplicativo:

"We’re trying to build things that our friends want to use and that real people use(...)"

Tradução: "Estamos tentando construir coisas que nossos amigos querem usar e que pessoas reais usam."

Acredito que uma empresa, seja ela um novo negócio ou não, deve se focar em resolver os problemas de alguém, mas quando esse problema é o do próprio empreendedor, a solução criada tende a ser um produto criado com muita paixão, bastando depois que existam milhares de outras pessoas querendo a mesma solução!

Não esqueçam de deixar seus comentários e ideias, quem sabe nosso gerador de ideias chega lá um dia! Qualquer sugestão ou ajuda que precisarem podem mandar um email para o contato@startupdiario.com.br.

Forte abraço!

Fonte: STARTUPS OPEN SOURCED - Stories from startup founders to inspire and educate

1 comentários:

Eu também concordo que a melhor maneira de desenvolver uma startup consistente é focar em resolver problemas existentes. Parabéns pelo post.

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